Há cinco anos atrás, debatia com alguns amigos que acreditavam no “fim da mídia impressa”… Ferrenha defensora do papel (anti-ecológica, sério?), por não depender de eletricidade e estar sempre à disposição, não imaginava que eu fosse mudar de opinião tão rápido! Hoje compreendo que, ao se ler um jornal, as notícias já estão “desatualizadas”: que tédio! Uma revista de informações semanal, então, é totalmente desnecessária!! Tudo que se poderia saber já foi esgotado e publicado em dezenas de sites noticiosos.
E ser estudante em 2012, então? Que paraíso!! O tema mais detalhista pode ser esmiuçado com poucos cliques. Informações em texto, imagens, vídeos, áudio, mapas… Dá até pra criar app de iDevice para entregar um simples trabalho escolar. Realmente tenho me sentido cada vez mais velha pois, até a faculdade, a única forma de eu obter informações confiáveis para estudar era por meio de enciclopédias. Sim, a Britannica, a Barsa, Mirador… Desde pequenina aprendi a adorá-las e respeitá-las. Aquelas dezenas de livros sempre ocupavam o local principal na estante. O cheirinho do papel… era embriagador! E, puxa vida, encontrava-se de tudo em suas páginas!! Nas férias, gostava de ler o maior número de ítens possível, na ânsia de conhecimento típica de criança… Imagino como deva ser interessante utilizar-se do Google para montar um projeto de estudo. Filtrar informações verossímeis talvez seja a parte mais difícil que essa molecada enfrenta. Ah, e claro, a tática do Ctrl+C, Ctrl+V.
E com essa nostalgia intensa é que li, emocionada, que a Enciclopédia Britannica anunciou o encerramento de sua versão impressa. Como competir com a atualização instantânea/automática da internet? Só colecionadores optariam pelo tradicional… Felizmente, a versão online será mantida e, até semana que vem, estará gratuita!! Vale dar uma pesquisadinha por lá, nem que seja para matar a saudade…